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O homem utiliza as plantas para o tratamento de diversos males desde a antiguidade (cerca de 3000 anos antes de Cristo). Naquela época eram utilizadas plantas "in natura".
Pouco tempo depois o homem foi aperfeiçoando os meios de preparação dessas plantas, iniciando o uso de chás, extratos, decocotos, etc.
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Com a evolução da ciência e o aperfeiçoamento dos sistemas e instrumentos de análise, as plantas medicinais começaram a ser estudadas do ponto de vista de sua composição química, procurando-se isolar seus princípios ativos para verificar que efeitos exercem sobre o organismo animal e humano.
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Atualmente se faz o uso de extratos padronizados, nos quais se tem uma concentração conhecida dos princípios ativos, racionalizando o uso dos fitoterápicos.
O avanço da química de síntese de medicamentos causou, após a primeira Grande Guerra, um declínio na utilização de plantas medicinais em terapêutica. Entretanto, observa-se, desde as últimas décadas do século XX, um retorno ao uso de produtos naturais.
Entre as razões que motivaram este retorno estão: |
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- maior conhecimento químico, farmacológico e clínico das drogas vegetais e dos produtos derivados;
- desenvolvimento de novas formas de preparação e de administração das drogas vegetais e seus extratos;
- o aumento da automedicação;
- desenvolvimento de métodos analíticos que garantem melhor controle de qualidade;
- mudança no perfil do consumidor - preferência por "natural" em todos os segmentos do mercado: saúde, higiene e vestiário;
- o não-cumprimento da promessa da indústria de síntese (anos 1960) de prover um grande medicamentos para todas as grandes enfermidades.
As plantas medicinais respondem, hoje, por 20 a 24% do total das prescrições médicas em países industrializados, chegando em até 80% nos países em desenvolvimento.
Atualmente, quando se assiste a um verdadeiro boom das plantas medicinais, que vêm chamando a atenção até mesmo de orgãos da ONU, a fitoterapia é considerada um método natural preventivo, regenerador e curativo.
Com respeito ao seu uso
como método curativo, deve-se lembrar que antes de adotá-lo é imprescindível a consulta a um especialista que, a partir da observação dos sintomas manifestados, descubra as causas da doença e trace as diretrizes do tratamento.
Referências:
- Anfarmag. Fitoterapia Magistral - Um guia prático para a manipulação de fitoterápicos. São Paulo: Publicações Anfarmag, 2005.
- Teske, M; Trentini, A.M.M. Herbarium- Compêndio de Fitoterapia. 3 ed. revisada. Curitiba: Herbarium, 2003.
- Ywata, C; Antônio, J.;Cordeiro, R. Medicina Natural - A cura está na natureza. Cajamar: Editora Três.
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